sexta-feira, 11 de julho de 2014

Muita sede ao pote: Sabesp pra quem?


Da última vez em Sampa, enfim conheci o Jardim Miriam, até então somente o nome do meu ônibus azulzinho companheiro, que me trazia de volta para casa nas mais diversas situações. Lá no fim da Avenida Cupecê, quase tropeçando em Diadema, tive a oportunidade de fazer novos amigos enquanto assistíamos um Nigéria x Bósnia retrancado de tudo. Ao saber que um deles trabalhava na Sabesp, não contive a curiosidade de perguntar como estava o problema da falta de água no Sistema Cantareira e de como são as coisas na Sabesp vistas de dentro.

E o que ele me contou é que a crise de abastecimento já era sabida na empresa desde 2004: a exigência de reformas estruturais tem sido sempre protelada contando com a sorte de que a chuva supere o previsto. Ou seja, sabendo que hora ou outra ia faltar água, passaram a confiar no acaso. Segundo esse amigo, "eles se fiaram em Deus e só".

Dez anos depois, e a necessidade de obras bate à porta, agora em caráter emergencial - ou seja, sem o planejamento prévio e sujeita a todo tipo de contingência - sobretudo a moda do superfaturamento que há tempos se desfila nas passarelas bandeirantes.

E como se nao bastasse, a gota d'água: a Sabesp, assim como outras empresas "públicas" como o Banco do Brasil, tem 49% de suas ações sendo negociadas na Bolsa de Nova York. Além de faltar água para a periferia de São Paulo, a fonte dos acionistas não seca.





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